Edy César dos Passos Júnior
A mesoeconomia do desenvolvimento econômico: o
papel das instituições
Um dos pontos com uma menor
quantidade de estudos acadêmicos, com relação as teoria econômica, são as
chamadas Instituições, assim, para clarear o conceito de instituição os
pesquisadores Fabiano Dalto e Huáscar Pessali, construíram o artigo
intitulado A mesoeconomia do desenvolvimento econômico: o papel das
instituições.
Assim, Dalton e Pessali define as
importância da instituições na formação geral do crescimento social, e na
edificação de estruturas que são moldado pela reiteração de atos e ações, onde,
a instituições tem o papel de forma um conceito pronto de algo já tomado como
real.
Nas
palavras de Dalton e Pessali(2010, p 03):
A outra visão é mais inclusiva,
encampando não só o caráter limitador, mas também o caráter motivador e
formativo das instituições como estruturas sociais que capacitam e impelem
indivíduos a tomar certos cursos de ação. Assim, instituições são vistas como
sistemas duráveis de regras sociais que estruturam a interação social ao
restringir, orientar e formatar o comportamento humano.
Logo,
podemos entender as instituições como um conjunto de regras de orientação
social, vigente em uma época que visa ter uma participação na construção social
e na psique humana.
Para
iluminar esse conceito Dalton e Pessali(2010) partem para a proposta de
exemplificação das formações humanas caracterizadas com instituições, onde, as
leis, códigos, dinheiro, organizações sociais, seriam conceitos amplamente
aceitos, que por sua vez seriam tidos como instituições.
Então
o papel do pesquisador seria, de acordo com Dalto e Pessali(2010, p. 5) “identificar
três dimensões importantes das instituições: como surgem, de que forma se
manifestam, e que funções desempenham.”
Portanto,
pelo meio da investigação indutiva e dedutiva, o pesquisador poderá encontrar
os novos tipos de instituições, qual o papel delas na sociedade e sua
influencia junto ao mercado e a macroeconomia.
Ainda,
para caracterizar as instituições, pode ser afirmado que elas são tidas como
formais, por serem mais aceitas socialmente, e as informais, que não teriam um
caráter de registro ou aceita pública.
Em
um caráter existencial, as instituições partem inicialmente de um modelo mental
e pessoal, que posteriormente teriam um papel real na vida do individuo. Assim
é caracterizado por Pessalie Dalton(2010, p 6):
Nessa visão, a análise do papel
dos indivíduos na mudança institucional ganha em complexidade, uma vez que é
preciso perquirir sobre o contexto institucional em que certas preferências
individuais emergem e, a partir daí, explicar por quais mecanismos
institucionais os indivíduos tentam promover as mudanças institucionais em
análise, com quais possíveis objetivos, e assim por diante. Assim, as
instituições vigentes influenciam o indivíduo e, em seguida, o indivíduo se
torna um potencial agente de mudança institucional.
Por
essa lógica, o ser criador de um conceito acaba influenciando outros, que por
sua vez modifica uma estrutura por meio da instituição criada, por o próprio
ser criador é modificado pela instituição.
As
instituições foram capazes de modificar tecnologia e mudar o paradigma social e
econômico, com inovações, e na manutenção, por vezes, do status quo, uma vez
que as instituições após formadas saem do campo das ideias e endurece em parte
a mutação do conhecimento. Por todos esses motivos as instituições tem um papel
preponderante na ordem econômica vigente.
O Mercado como ordem social em
Adam Smith, Walras e Hayek
Uma
das grandes preocupações da teoria econômica foi a formação do mercado, bem
como, sua importância para a construção da ordem social, ou seja, da própria
sociedade capitalista.
Nessa
seara, a pesquisadora Angela Ganem, em seu artigo O Mercado como ordem social
em Adam Smith, Walras e Hayk, nos remonta a construção histórica e ideológica da
teoria do mercado.
De
início surge as ideias de Adam Smith, onde, em seu livro a Riqueza das Nações,
ele demonstra que a construção da sociedade capitalista, e a transição doa
Aristocracia, os valores econômicos são os principais influenciadores da construção
da sociedade.
A professora Ganem(2012, p. 145)
resume:
A ótica da produção, da
acumulação e do excedente econômico analisada no quadro histórico-social está
ligada ao caminho aberto, no século XVII, por William Petty e desenvolvido por
Ada Smith e pelos fisiocratas no Século XVIII.
Aqui
Adam Smith se destaca na multidão, pois pensou em um modelo econômico que
ordenasse a sociedade e buscasse a paz social, dai surge a ideia da mão
invisível que regula todo o mercado, exatamente pela lei da oferta e demanda.
Outros
doutrinadores seguiram esses ideias, como foi o caso de Walras, que
influenciado pelas ideias cartesianas e do positivismos, assim, ele é levado
pelo método hipotético-dedutivo com exacerbação da utilização da matemática
para a explicação da flutuação do mercado. Aqui, a ciência econômica começa a
navegar para mares das exatas.
Seguindo a lógica da dialética
hegeliana, Hayk surgem coma uma síntese de Smith e Walras, e leva os rumos da
economia para distantes das exatas. Aqui, Hayk a lógica matemática não pode
consegue compreender a complexidade de uma sociedade.
Conforme
afirma Ganem(2012, p. 158)
Esta ideia do mercado como passado, presente e
devir ou como fim da história fornece, segundo opinião aqui destacada, os
elementos necessários à passagem da teoria à apologia na defesa do mercado como
a melhor forma de organização para a as sociedades contemporâneas.
Por
fim as ideias desses autores, tiveram em comum a auto regulação do mercado, é a
ideia messiânica da mão invisível que organiza todo o mercado e a sociedade.
Assim, essas ideias moldaram o capitalismo moderno e a própria construção de nossa
sociedade.
Referencias
Dalto, F. e Pessali, H. Revista Nova Economia. Belo Horizonte.
20º edição, pp. 11 -37, janeiro-abril 2010.
Ganem,
A. Revista Economia e Sociedade.
Campinas, V. 21, nº 1 p. 143-164, abr. 2012.

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