Edy César dos Passos Júnior
Assalto ao Estado e ao mercado,
neoliberalismo e teoria econômica
Um dos principais focos de estudo do
professor Luiz Carlos Bresser –Pereira, era a localização do Estado Moderno
dentro de um enredo histórico-econômico-político, assim, em seu artigo “
Assalto ao Estado e ao mercado, neoliberalismo e teoria econômica”, ele nos
remonta as concepções do Estado com uma ênfase nas teorias macroeconômicas
dominantes.
De
tal forma Bresser(2009), destrói a ideia de que o mercado e o próprio Estado
estão em lados opostos e contraditório, onde, a interdependência estrutural de
ambos em uma sociedade capitalista, torna essa relação em um mutualismo
dinâmico.
Bresser(2009)
define o Estado como um “sistema constitucional-legal” e o mercado como o “mecanismo
de competição econômica regulado pelo Estado”. Portanto, o mercado e o próprio
capitalismo seriam seres natimortos sem um Estado formado e enraizado.
Assim,
somente um país com desenvolvimento pleno, com seus aparelhos regulatórios formados
que capital e o mercado podem ter uma vida longo e prospera. Pois sem a mão
forte estatual os processo de desestruturação e anarquização do capitalismo
seriam mortais a sua própria estrutura vigente.
Sob tal ótica, as concepções
neoliberais erram o alvo ao tentarem assassinar as funções estatais mais
precípuas, onde, a regulação e as ações sociais voltadas ao estado de bem estar
keynesianos, seriam jogados aos leões do coliseu capitalista.
Logo,
Bresser(2009) afirma que “Não se pode
pretender aumentar o poder do mercado à custa do enfraquecimento do Estado como,
irracionalmente, pretendeu a ideologia neoliberal”. Por tal visão econômica, o
enfraquecimento estatal seria a própria derrocada do capital, uma vez, que o
mercado não pode se autorregular diante de entes titânicos como os monopólios,
carteis e oligopólios.
A
figura do neoliberalismo, em uma concepção histórica, é um mito muito recente, onde,
a partir da década de 80 do século XX, ele aparece personificado em diversas
partes do globo terrestre. No entanto, sua carreia foi mais meteórica que uma
estrela do midiática, pois, em tempos atuais, tal sistema econômico-axiológico
foi guilhotinado pelas concepções econômicas e politicas no novo milênio.
Bresser(2009)
distingue ainda o conceito entre de Neoliberalismo e Liberalismo, onde, o
primeiro é a “ideologia que os ricos usaram no final do século XX contra os
pobres ou os trabalhadores e contra um Estado democrático social”. Já o
Liberalismo seria “a ideologia de uma classe média burguesa em luta contra uma
oligarquia de senhores de terra e de armas apoiados por um Estado autocrático”.
Sob
tais fatores, o autor busca a definição de uma teoria econômica, que seria a busca
estatal, por meio de diversos instrumentos de controle, pela regulação do
mercado. Assim, o Estado busca o bem comum e o mercado-capital busca tão
somente o crescimento próprio e individual de seus atores.
Inovação e teorias da
firma em três paradigmas
Outro ramo
fundamental dentro das Ciências Econômicas é a chamada Microeconomia, onde,
para analisar sua construção acadêmica e teórica, devemos nos ater a ideia da
Firma e suas teorias formadoras.
O
autor Paulo Basto Tigre, em seu artigo “Inovação e teorias da firma em três
paradigmas”, vem remontar as bases da teoria da firma, por meio de uma
concepção histórica, na busca por uma construção atual.
Tigre
define historicamente as teorias da firma em três momentos específicos, quais
sejam: Revolução industrial britânica; fordismos americano e a ideias dos
paradigmas das tecnologias da informação, calcadas no Japão.
Portanto,
para localizar as teorias da Firma, devemos incialmente visualizar os
primórdios do capitalismo, com a revolução industrial na Inglaterra. Pois é lá
que nasce a chamada teoria econômica neoclássica.
O
Sistema neoclássico é baseado no sistema de produção industrial, onde, a análise
dos meios de produção X lucro(mais valia) era simplificada, pois, a ideia de
uma economia global e competitiva não estava ainda formada de fato. Ainda, o
capitalista empreender tinha função tão somente de um gestor de recursos e
insumos.
Com a evolução do capitalismo,
principalmente com a chegadas das grandes firmas, baseadas em novos sistemas
tecnológicos(eletricidade, motor a combustão), a firma se transformou em
multinacional e posteriormente em oligopólio. Dai surge grandes doutrinas
formadoras da Administração moderna, que foi o Fordismo e o Taylorismo.
Assim,
as novas inovações tecnológicas deram um novo sistema de produção em massa, que
foi eternizado pela critica de Charlie Chaplin com seu filme protesto “Tempos
Modernos”.
Por fim, seguindo as tendências de
mercado global, os países asiáticos, principalmente no Japão, com os novos
sistemas de tecnologia de informação, que vieram com a customização da produção,
intensivo de informação e redes de firma.
Assim,
chegamos aos temos atuais, com influencia de todos esses períodos, onde, para
uma análise do processo de construção da Microeconomia, bem como, das teorias
da firma, analisados por meio do método histórico-dedutivo, moldamos o capital
moderno.
Referencias:
Bresser
–Pereira, L. C. Assalto ao Estado e ao mercado, neoliberalismo e teoria econômica. Revista
Estudos Avançados 23(66), 2009.
Tigre,
P. B. Inovação e teorias da firma em
três paradigmas. Instituto de Economia Universidade Federal do Rio de
Janeiro.
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